domingo, 30 de agosto de 2009

Clips do dia!

É super normal encontrar referencias lúdicas em qualquer lugar, principalmente na música. Abaixo dois clips que eu adoro, super criativos e tem uma inspiração no universo infantil.

Life In Technicolor - Coldplay

http://www.youtube.com/watch?v=fXSovfzyx28

Heartles - The Fray

http://www.youtube.com/watch?v=M93rWThD29I

Voltei!

Estou de volta ao blog! E não poderia deixar de postar sobre a exposição a qual participei, do Goiás Mostra Moda, realizado entre os dias 10 a 13 de Agosto. A exposição era tema livre, foi aberta aos estudantes, a minha coleção foi inspirada no filme "O Jardim Secreto", o filme marcou muito a minha infância, e os elementos presentes na história me inspiraram para fazer a coleção. Abaixo as fotinhas!!





Persebe-se a cara de boba, ops,cara de orgulhosa da pessoa, hehehe.... Abaixo estão os croquis da coleção...



domingo, 24 de maio de 2009

As antigas boleiras


Quão diferentes desses homens de caixas envidraçadas às cabeças, inexpressivos, carrancudos, ásperos! Talvez sejam bonitas as guloseimas que levam para vender, porém faltam-lhe aquele jeito, aquela doçura, habituais das antigas boleiras do Recife.

Existia entre elas e as crianças, suas melhores freguesas, um entendimento perfeito. Dir-se-ia com maior justeza uma atração.

A boleira e a criança completavam-se.

Uma queria bem à outra. Pouco a pouco ia desaparecendo da parte da vendedora o mero interesse do lucro, substituído pelo repontar do afeto. "Meu freguesinho" ou meu "Ioiôzinho" chamava assim a mulher aos pequenos clientes. E todos os dias já os esperava avistar nas calçadas de casa, de roupas mudadas, sob a vigilância das armas, com uns vinténs nas mãos para a compra de bolos do costume. Se não os via, assustava-se. Indagava por eles. Sabendo-os doentes, entristecia, aconselhava meizinhas, pedia a Nosso Senhor para pô-los logo bons.

Por sua vez a criança criava amizade à "freguesa dos bolos". Festejava-a. Sabia-lhe o nome. E pelas festas, entre os presentes que o pai adquiria nas lojas havia um corte de vestido ou um xale para a humilde vendedora.

Hoje, o homem que apregoa bolos, nas ruas, é um revoltado, é um impaciente, é um revolucionário. Quando não é um tuberculoso ou um sifilítico.

As boleiras de outrora eram mulheres sadias, robustas, sexagenárias, de sangue limpo e de espírito calmo. Sempre sorridentes, bondosas, mansas. De chita de bolinhas ou de bichinhos, com a rodilha alvíssima, o tabuleiro asseado. Traziam ao ombro um banco de abrir.

O tabuleiro fazia gosto. Tirava-lhe a tampa de flandres e o aroma dos bolos se espalhava pela casa inteira. Do fundo do quintal os meninos acudiam.

- Sinhá Generosa está aí!

- Mamãe, me dê um vintém!

E os olhos infantis namoravam os pastéis de nata, os cocorotes, as fatias de pão-de-ló, bons-bocados, os ciúmes, as cocadas, os pés-de-moleques... Tudo separado por espécies. Saborosos, convidativos. A escolha tornava-se difícil para uma criança gulosa.

A família não ignorava de onde provinham esses bolos. Gente sem doenças, mãos sem feridas, vasilhas especiais. Manteiga inglesa da boa. Formas bem lavadas. Ovos de quintal.

Não havia perigo nem repugnância.

Bolos de vintém, de quarenta réis. O tostão ainda valia muito. Raros os meninos que dispunham de um níquel.

E mesmo sem ele comiam à vontade.

A ponto de vovó advertir:

- Vocês comem tanta cousa doce que um dia botam lombrigas pelos olhos...

[1958]


(Sette, Mário. Maxambombas e maracatus, p.96)

Fonte: Jangada Brasil

domingo, 1 de março de 2009

Como havia prometido, esse post é de política...


Pronto! Cumpri a promessa de ontem. Só que hoje não vou mais prometer nada não, estou com sono. Boa Noite gente! (Não, bom dia o caramba, so é um novo dia depois que eu acordo). rsrsrs

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Beleza põe na mesa?

Coisa engraçada aconteceu hoje (sim, voltei para o blog, boa noite gente!), cheguei do trabalho e fui ler meus e-mails (coisa rara). Ai tinha dois que me chamaram atenção pelo título, o primeiro estava escrito, “ESSE É O HOMEM MAIS LINDO MUNDO”‏ e o segundo “Namore um barrigudinho!”‏ Que coisa, deve ser o mesmo e-mail que vai falar sobre beleza interior, só que o título de um fantasia a verdade e o outro não. Como era de imaginar abri primeiro o do homem mais lindo, e realmente fiquei de cara (esse simpatico moço da foto foi eleito o homem mais lindo do mundo), hahahhaha, acompanhem meu raciocínio abaixo:

Quando termino de ver o primeiro e-mail resolvi ir para o segundo que falava algo assim:

Namore um barrigudinho! (palavras de uma psicóloga experiente)

Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua

barriga.

Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim. Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp...

...Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo.
Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico.
E eles aprenderam a conversar, a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar.
É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.

Ahhhhhhhhhhhh conversa... kkkkkkkk

Ta bom, da próxima eu posto algo menos sem graça e útil a sociedade, tipo política!

Boa Noite Crianças!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Viver a Vida


Eu simplesmente amo essa música,
ela resume muita coisa que eu acredito.




Viver a Vida - Michael W. Smith (tradução)

Nós somos passageiros a bordo do trem
Pequenos cordeiros silenciosos em meio à dor
Isso não é mais suficiente

E quando é hora de falar da nossa fé
Nós usamos um idioma que ninguém pode decifrar
Isso não é mais suficiente

E Deus sabe que é uma vergonha.
Porque se nós tentamos passar a culpa (para outro)
Nós não somos dignos de portar o nome Dele.

REFRÃO:
Para o mundo saber a verdade
Não pode haver prova maior
Do que viver a vida, viver a vida
Não há amor que seja totalmente tão puro
Não há dor que nós não possamos suportar
Se nós vivermos a vida, vivermos a vida
Ser uma luz para todos verem
Pois cada ato de amor te libertará.

Há algo bonito e corajoso.
O poder de um milhão de almas humanas.
Se juntando como um.

E cada um, em fila, sai para conduzir.
Outra, pela palavra Dele, o amor Dele, a ação Dele.
Agora o círculo está completo.

Tudo volta ao um.
Pois foi Ele e só Ele.
Que viveu a única vida perfeita que nós conhecemos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Era uma igreja muito engraçada...

...não tinha teto, não tinha nada.

Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo...

Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.

Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira

Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.

Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. Mas ele me disse que a igreja normalmente se reunia esporadicamente, pelo menos uma vez por semana em que a maioria podia estar presente. Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.

Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.

Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.

Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada... aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.
por: Tonho [foi coordenador do UG -Min. Jovem do Portas Abertas]
fonte: www. u n d e r g r o u n d .org.br


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